22 de agosto de 2014

Por ler atentamente Gênesis, derivará grande benefício deste relato emocionante de fé, esperança e coragem. Nisso, porém, talvez tenha perguntas. Algumas dessas perguntas talvez sejam respondidas ao examinarmos mais de perto o livro inicial da Bíblia.

O MUNDO ANTEDILUVIANO

1:26 — De que modo foi o homem feito à imagem e semelhança de Deus?
O homem desconhece a forma de Deus. (Deuteronômio 4:15-20) Mas o homem foi feito à imagem e semelhança de Jeová no sentido de que foi criado com atributos de Deus tais como justiça, sabedoria, poder e amor. (Deuteronômio 32:4, Jó 12:13; Isaías 40:26; 1 João 4:8) Visto que o Filho de Deus, a Palavra, também possui essas qualidades Jeová disse-lhe apropriadamente: “Façamos o homem à nossa imagem, segundo a nossa semelhança.”João 1:1-3, 14.

● 6:6 — Em que sentido “deplorou” Jeová ter feito os homens?
A palavra hebraica aqui traduzida por “deplorou” refere-se a uma mudança de atitude ou intenção. Jeová é perfeito, e por isso não cometeu engano ao criar o homem. Mas ele mudou de atitude mental para com a iníqua geração antediluviana. Deus mudou da atitude de Criador dos homens para o de destruidor deles, porque se desagradou da iniqüidade deles. Jeová lastimava que a iniqüidade do homem exigisse uma grande destruição de vidas, mas via-se obrigado a agir, a fim de manter suas normas justas. Ter ele preservado alguns humanos mostra que sua deploração se limitou àqueles que se haviam tornado maus em palavras e em atos. — 2 Pedro 2:5, 9.


A HUMANIDADE ENTROU NUMA NOVA ERA

8:11 — Se as árvores foram arruinadas pelo Dilúvio, onde obteve a pomba a folha de oliveira?
Sem dúvida, as águas do Dilúvio afetaram adversamente muitas árvores. Mas, o filósofo e cientista grego Teofrasto e o naturalista romano Plínio, o Velho, relataram que a oliveira tem crescido debaixo da água do Mar Vermelho, até mesmo retendo o seu verdor ali. De modo que é possível que uma oliveira continuasse viva debaixo da água por alguns meses durante o Dilúvio. Com o rebaixamento das águas do Dilúvio, uma oliveira submersa ficaria novamente em solo seco e poderia produzir folhas, uma das quais poderia ter sido facilmente apanhada pela pomba.

● 9:24, 25 — Por que amaldiçoou Noé a Canaã, quando o ofensor era Cã?
É bem provável que Canaã fosse culpado de algum abuso ou perversão contra a pessoa de seu avô Noé, e que Cã presenciasse isso sem interferir. Em vez disso, parece que Cã, filho de Noé, espalhou a história, ao passo que Sem e Jafé agiram para cobrir seu pai. Portanto, eles foram abençoados sendo o provável perpetrador Canaã amaldiçoado, e o observador e tagarela Cã sofreu pela vergonha lançada sobre a sua prole. Embora as Escrituras não fornecem todos os pormenores, o ponto importante é que Jeová fez com que Noé proferisse a profecia e Deus causou seu cumprimento, quando os cananeus que não foram destruídos pelos israelitas foram sujeitos à servidão aos descendentes de Sem. — Josué 9:23; 1 Reis 9:21.

10:25 — Como foi “dividida” a terra nos dias de Pelegue?
Pelegue viveu de 2269 a 2030 AEC. Seu nome significa “divisão”, e se ele recebeu o nome ao nascer, então era profético duma notável divisão que ocorreu durante a sua vida. Foi então que “foi dividida a terra [ou a “população da terra”]”. O registro bíblico indica que foi “nos seus dias” que Jeová causou uma grande divisão por confundir a língua dos construtores de Babel e ‘os espalhou por toda a superfície da terra’. — Gênesis 11:9; veja também 10:1, 6, 8-10; 11:10-17.


PATRIARCAS COM FÉ INABALÁVEL

● 15:13 — Como se cumpriu a predita aflição de 400 anos para os descendentes de Abrão?
Este período de aflição estendeu-se de 1913 a 1513 AEC. Quando Isaque, filho de Abraão, foi desmamado aproximadamente aos 5 anos de idade, em 1913 AEC, seu meio-irmão Ismael (então com cerca de 19 anos) ‘caçoava’ dele. A seriedade desta caçoada do herdeiro de Abraão se torna clara da reação de Sara e da aprovação, por Jeová, de sua insistência em que Agar e seu filho Ismael fossem mandados embora. (Gênesis 21:8-14; Gálatas 4:29) Este período de aflição de 400 anos terminou com a libertação dos israelitas da servidão egípcia, em 1513 AEC.

● 19:30-38 — Fechou Jeová os olhos à embriaguez de Ló e a ele gerar filhos com suas duas filhas?
Jeová não fecha os olhos nem ao incesto nem à embriaguez. (Levítico 18:6, 7, 29; 1 Coríntios 6:9, 10) Além disso, Ló, sobrinho de Abraão, deplorava as ‘ações contra a lei’ dos habitantes de Sodoma e evidentemente lamentou a conduta errada em que ele mesmo ficou envolvido, porque o Examinador de corações considerou-o como “justo”. (2 Pedro 2:8) O mero fato de que as filhas de Ló o embriagaram já sugere que se davam conta de que ele não consentiria em ter relações sexuais com elas enquanto sóbrio. Mas, visto que eram forasteiros no país, suas filhas achavam que esta era a única maneira de impedir a extinção da linhagem de Ló. O relato consta na Bíblia não para suscitar pensamentos eróticos, mas para revelar a relação dos moabitas e dos amonitas com os descendentes de Abraão, os israelitas.

● 28:12, 13 — Qual era o significado do sonho de Jacó a respeito duma “escada”?
Esta “escada” (que pode ter tido o aspecto duma escadaria de pedras) indicava que há uma comunicação entre a terra e o céu. Mostrava que anjos ministram entre Jeová e os humanos que têm a sua aprovação. — Veja João 1:51.

● 31:19 — O que eram os terafins que Raquel furtou de Labão?
Os terafins eram deuses ou ídolos domésticos. Descobertas arqueológicas na Mesopotâmia indicam que a posse de tais imagens tinha relação com quem recebia a herança da família. É possível que Raquel tivesse isso em mente e raciocinasse que ela tinha justificativa para tomar os terafins, por causa dos tratos enganosos de seu pai Labão com o seu marido Jacó. (Gênesis 31:14-16) Mas não há nenhum indício de que Jacó tentasse alguma vez usar os terafins para obter a herdade da família. O mais tardar, esses ídolos foram eliminados quando Jacó enterrou todos os deuses estrangeiros entregues a ele pelos de sua casa. — Gênesis 35:1-4.

● 44:5 — Usava José realmente um cálice para interpretar presságios?
José estava decidido a testar seus irmãos, que não o reconheceram. Por isso, ordenou que seu servo enchesse as sacas deles com alimentos, colocando o dinheiro de cada um na boca de sua saca e o cálice de prata de José na boca da saca de Benjamim. Em tudo isso, José se fazia parecer como administrador dum país pagão. Portanto, o cálice e o que se dizia sobre ele faziam evidentemente parte dum subterfúgio. Sendo adorador fiel de Jeová, José realmente não usava o cálice para interpretar presságios, assim como Benjamim tampouco o furtara.

● 49:10 — Há uma diferença entre um cetro e um bastão de comandante?
Sim. O cetro é um bastão empunhado por um governante como símbolo de sua autoridade régia. O bastão de comandante é uma vara comprida que serve de símbolo do poder de comando. A referência de Jacó a ambos evidentemente indicava que a tribo de Judá exerceria significativa autoridade e poder até à chegada de Siló. Este descendente de Judá é Jesus Cristo, aquele a quem Jeová entregou o governo celestial. Cristo exerce autoridade régia e tem o poder de comando. — Salmo 2:8, 9; Isaías 55:4; Daniel 7:13, 14.


BASE PARA FÉ, ESPERANÇA E CORAGEM

É evidente que Gênesis nos provê uma base para fé, esperança e coragem. Inspira fé em Jeová e esperança no prometido “descendente” de bênção. (Gênesis 3:15; 22:18) Este livro ajuda-nos também a enfrentar o futuro com coragem, assim como fizeram as primitivas testemunhas de Jeová.
Aqueles servos de Deus procuravam “alcançar um lugar melhor, . . . um pertencente ao céu”, e Jeová “aprontou para eles uma cidade”. (Hebreus 11:15, 16) Assim como eles aguardavam o arranjo do Reino, que nós, também, tenhamos confiança nele. E, iguais àquelas testemunhas de Jeová, tenhamos verdadeira fé, esperança e coragem.






Trata-se de Dificuldades Reais?

▪ Onde obteve Caim a sua esposa? (Gênesis 4:17)
Talvez se pense que, depois de Abel ter sido assassinado, sobravam na Terra apenas seu irmão culpado, Caim, e os pais, Adão e Eva. No entanto, Adão e Eva tiveram muitos filhos. Segundo Gênesis 5:3, 4, Adão teve um filho chamado Sete. O relato acrescenta: “Os dias de Adão, depois de gerar Sete, vieram a ser oitocentos anos. Entrementes ele se tornou pai de filhos e de filhas.” Portanto, Caim casou-se com uma das suas irmãs ou talvez com uma das suas sobrinhas. Visto que a humanidade estava naquele tempo tão perto da perfeição humana, tal casamento evidentemente não apresentava nenhum dos riscos de saúde que hoje põem em perigo a descendência de uma união desse tipo.

Quem vendeu José ao Egito?
Gênesis 37:27 diz que os irmãos de José decidiram vendê-lo a alguns ismaelitas. Mas o próximo versículo declara: “Passavam então homens, mercadores midianitas. Portanto, [os irmãos de José] puxaram e levantaram José para fora da cisterna, e venderam então José aos ismaelitas por vinte moedas de prata. Estes, por fim, levaram José ao Egito.” Foi José vendido a ismaelitas ou a midianitas? Ora, os midianitas podem também ter sido chamados de ismaelitas, com quem eram aparentados através do seu antepassado Abraão. Ou os mercadores midianitas podem ter viajado numa caravana ismaelita. De qualquer modo, os irmãos de José o venderam, e mais tarde ele podia dizer-lhes: “Eu sou José, vosso irmão, que vendestes para o Egito.” — Gênesis 45:4.

▪ Quantos israelitas morreram por terem relações imorais com mulheres moabitas e por se envolverem na adoração do Baal de Peor?
Números 25:9 declara: “Os que morreram do flagelo [da parte de Deus, por causa da conduta iníqua deles] somaram vinte e quatro mil.” No entanto, o apóstolo Paulo disse: “Nem pratiquemos a fornicação, assim como alguns deles [dos israelitas no ermo] cometeram fornicação, só para caírem, vinte e três mil deles, num só dia.” (1 Coríntios 10:8) O número dos mortos talvez fosse entre 23.000 e 24.000, de modo que qualquer destas cifras seria satisfatória. No entanto, o livro de Números indica especialmente que “todos os cabeças do povo” envolvidos neste pecado foram mortos por juízes. (Números 25:4, 5) Pode ter havido 1.000 destes “cabeças” culpados, perfazendo o total de 24.000, quando acrescentados aos 23.000 mencionados por Paulo. Ao passo que aparentemente 23.000 foram vítimas diretas do flagelo da parte de Deus, todos os 24.000 sofreram o flagelo de Jeová porque cada um deles morreu sob o Seu decreto de julgamento adverso. — Deuteronômio 4:3.

▪ Visto que Agague era contemporâneo do rei israelita Saul, não constitui uma discrepância a referência muito anterior de Balaão a um governante amalequita do mesmo nome?
Por volta de 1473 AEC, Balaão predisse que um rei de Israel seria “mais elevado do que Agague”. (Números 24:7) Não há nenhuma referência subseqüente a Agague até o reinado do Rei Saul (1117-1078 AEC). (1 Samuel 15:8) No entanto, não se trata duma discrepância, porque “Agague” pode ter sido um título régio, similar ao de Faraó no Egito. É também possível que Agague fosse um nome pessoal usado repetidas vezes por governantes amalequitas.

▪ Quem induziu Davi a fazer uma contagem dos israelitas?
O Segundo de Samuel 24:1 declara: “Novamente veio a acender-se a ira de Jeová contra Israel, quando se instigou Davi [ou: “quando Davi foi instigado”, nota] contra eles, dizendo: ‘Vai, faze a contagem de Israel e de Judá.’” Mas não foi Jeová quem induziu o Rei Davi a pecar, porque 1 Crônicas 21:1 diz: “Satanás [ou: “opositor”, nota] passou a pôr-se de pé contra Israel e a instigar Davi a recensear Israel.” Deus se desagradava dos israelitas e por isso permitiu que Satanás, o Diabo, os induzisse a esse pecado. Por este motivo, 2 Samuel 24:1 reza como se o próprio Deus o tivesse feito. É interessante que a tradução de Joseph B. Rotherham reze: “Acendeu-se a ira de Iahweh contra Israel, de modo que deixou Davi ser induzido contra eles, dizendo: Vai, conta Israel e Judá.

▪ Como se podem harmonizar os números diferentes dos de Israel e dos de Judá na contagem de Davi?
Em 2 Samuel 24:9, dá-se o número de 800.000 para os de Israel e de 500.000 para os de Judá, ao passo que 1 Crônicas 21:5 dá o número dos combatentes de Israel como 1.100.000 e os de Judá como 470.000. Os efetivos alistados no serviço real eram 288.000 soldados, divididos em 12 turmas de 24.000, cada turma servindo um mês durante o ano. Havia adicionalmente 12.000 a serviço dos 12 príncipes das tribos, perfazendo o total de 300.000. Pelo que parece, os 1.100.000 de 1 Crônicas 21:5 incluem estes 300.000 já alistados, ao passo que 2 Samuel 24:9 não os inclui. (Números 1:16; Deuteronômio 1:15; 1 Crônicas 27:1-22) No que se refere a Judá, 2 Samuel 24:9 parece incluir 30.000 homens dum exército de observação destacado nas fronteiras filistéias, mas não incluídos no número em 1 Crônicas 21:5. (2 Samuel 6:1) Se lembrarmos que 2 Samuel e 1 Crônicas foram escritos por dois homens com pontos de vista e objetivos diferentes, podemos facilmente harmonizar estes números.

▪ Quem foi o pai de Sealtiel?
Certos textos indicam que Jeconias (o Rei Joaquim) foi o pai carnal de Sealtiel. (1 Crônicas 3:16-18; Mateus 1:12) Mas o evangelista Lucas chamou Sealtiel de “filho de Néri”. (Lucas 3:27) Parece que Néri deu sua filha a Sealtiel por esposa. Visto que os hebreus costumavam referir-se ao genro como filho, especialmente nas listas genealógicas, Lucas podia corretamente chamar Sealtiel de filho de Néri. De modo similar, Lucas chamou José de filho de Eli, o qual realmente foi o pai de Maria, esposa de José. — Lucas 3:23.



Como Deve Encarar Estes Assuntos?

Quando encontramos aparentes discrepâncias na Bíblia, convém reconhecer que as pessoas muitas vezes dizem coisas que parecem contraditórias, mas que são facilmente explicadas ou entendidas. Por exemplo, um empresário talvez se corresponda com alguém por ditar uma carta à sua secretária. Se interrogado, diria que ele enviou a carta. Mas, visto que foi a secretária que datilografou e enviou a carta, essa poderia dizer que foi ela quem a enviou. De modo similar, não era contraditório Mateus (8:5) dizer que um oficial do exército veio pedir um favor a Jesus, ao passo que Lucas (7:2, 3) disse que o homem enviou representantes.
Os exemplos mencionados mostram que as dificuldades bíblicas podem ser resolvidas. Portanto, há bons motivos de se ter uma atitude positiva para com as Escrituras. Tal espírito foi recomendado nas seguintes palavras publicadas em inglês numa Bíblia de família, no ano 1876:
“O espírito correto com que se deve encarar essas dificuldades é o de removê-las tanto quanto for praticável, e apegar-se e sujeitar-se à verdade, mesmo que não se possa eliminar dela toda sombra. Devemos imitar o exemplo dos apóstolos que, quando alguns dos discípulos se ofenderam com o que chamaram de ‘discurso duro’, a ponto de abandonar Cristo, silenciaram toda objeção com o seguinte: ‘Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna, e nós temos certeza de que Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivente.’ . . . Quando vemos uma verdade aparentemente em conflito com outra verdade, procuremos conciliá-las e mostrá-las assim conciliadas a todos.” — João 6:60-69.
Adotará você tal atitude? Espera-se que, depois de ter examinado uns poucos exemplos que demonstram a harmonia das Escrituras, concorde com o salmista, que disse a Deus: “A substância da tua palavra é a verdade.” (Salmo 119:160) As Testemunhas de Jeová adotam este conceito referente à Bíblia inteira e de bom grado apresentarão os motivos para a sua fé nela. Por que não considera com elas este livro sem igual? A animadora mensagem dela pode muito bem enchê-lo de verdadeira esperança e felicidade. 

20 de outubro de 2012

Contradições respondidas VI Fim


01 - Em 2 Timóteo 3:16 está dito: "Toda Escritura é inspirada por Deus..."
...no entanto, o apóstolo Paulo, que escreveu essas palavras, disse que também escreveu idéias pessoais, sem inspiração Divina (1 Coríntios 7:6, 12, 25, 40; 2 Coríntios 8:10; 11:17)

A evidência indica, contudo, que os homens usados por Deus para registrar as Escrituras não eram meros autômatos, que simplesmente registrassem a matéria que lhes fosse ditada. Lemos, a respeito do apóstolo João, que a Revelação (Apocalipse) ‘por Deus soprada’ foi-lhe apresentada, mediante o anjo de Deus, “em sinais”, e que João então “deu testemunho da palavra dada por Deus e do testemunho dado por Jesus Cristo, sim, de todas as coisas que viu”. (Re 1:1, 2) Foi “por inspiração [literalmente: “no espírito”]” que João ‘veio a estar no dia do Senhor’ e lhe foi dito: “O que vês, escreve num rolo.” (Re 1:10, 11) Assim, Deus, pelo que parece, achou bom permitir que os escritores da Bíblia usassem suas faculdades mentais para escolher palavras e expressões para descrever as visões que tiveram (Hab 2:2), ao passo que sempre exercia suficiente controle e orientação sobre eles, de modo que o produto final não só fosse exato e verdadeiro, mas também se adequasse ao propósito de Jeová. (Pr 30:5, 6) Que estava envolvido o esforço pessoal por parte do escritor é demonstrado pela declaração de Eclesiastes 12:9, 10, havendo ponderação, investigação e disposição em ordem, a fim de apresentar devidamente “palavras deleitosas e a escrita de palavras corretas de verdade”.Compare isso com Lu 1:1-4.

DESDE que seus princípios estivessem de acordo com a palavra de Deus (Jeová), ele podia dar conselhos.

Exemplo:
Lembrem-se que a Bíblia não é Alcorão. Ela, para nós cristãos, é inspirada por Deus (Jeová), não ditada palavra por palavra (apesar que em alguns lugares nela foi assim). Já o Alcorão é considerado (por seus adeptos) como a palavra ditada por Deus (Allah).

É muito diferente uma coisa da outra.

02 - Ninguém é justificado pela Lei, afirma Paulo (Gálatas 2:16; 3:11)...
...mas, revendo seu ponto de vista, ele afirma, pelo contrário, que as pessoas são justificadas pela obediência à Lei (Romanos 2:13), como consta em Torá - Devarim 6:25.
Resposta nas 09 e 12.

03 - Paulo sempre se postava contrário 'a salvação e 'a justificação pelas obras (Efésios 2:8, 9; Romanos 3:20; Gálatas 3:11)...
... mas deixou escapar esta declaração: "Deus recompensa a cada um segundo as suas obras" (Romanos 2:6). Não explicou, porém, como as obras não servem para a salvação, mas servem para o recebimento da recompensa. 

Resposta nas 09 e 12.

04 - Quem fala pelo espírito santo não amaldiçoa a Jesus, escreveu Paulo (1 Coríntios 12:3)...
... mas o mesmo Paulo, dizendo que estava falando pelo espírito, diz que Jesus é maldito (Gálatas 3:13).

Ele só citou o texto das Escrituras Hebraicas.
Deuteronômio (Devarim) 21:23 seu cadáver não deve ficar toda a noite no madeiro; mas deves terminantemente enterrá-lo naquele dia, pois o pendurado é algo amaldiçoado por Deus; e não deves aviltar teu solo que Jeová, teu Deus, te dá por herança.

Usando isso para mostrar o quão grande foi o sacrifício de Jesus por nós, se tornando objeto de escárnio como foi, para nos dar a perspectiva de vida eterna.

05 - Segundo Paulo, a circuncisão é proveitosa para todas as coisas (Romanos 3:1-2) e a pregava (Gálatas 5:11)...
... mas ainda segundo Paulo, a circuncisão não serve para nada (1 Coríntios 7:19; Gálatas 6:15) e, mesmo assim, circuncidou a Timóteo, "por causa dos judeus" Atos (16:3).

Paulo circuncidou Timóteo pouco depois de se emitir este decreto, não como questão de fé, mas para evitar criar preconceito entre os judeus aos quais iam pregar. (At 16:1-3; 1Co 9:20) O apóstolo tratou do assunto em diversas cartas. (Rom 2:25-29; Gál 2:11-14; 5:2-6; 6:12-15; Col 2:11; 3:11) “Nós somos os que temos a verdadeira circuncisão [do coração], os que prestamos serviço sagrado pelo espírito de Deus”, escreveu Paulo a cristãos gentios em Filipos. (Fil 3:3) E aos em Corinto ele escreveu: “A circuncisão não significa coisa alguma e a incircuncisão não significa coisa alguma, mas sim a observância dos mandamentos de Deus.” — 1Co 7:19.

"A circuncisão não significa coisa alguma e a incircuncisão não significa coisa alguma." Aqui ele já disse tudo para responder a essa pergunta  a circuncisão ou a incircuncisão não são nada, pois nem uma nem outra é obrigada  para o cristão.

06 - Paulo disse que se procurasse agradar a homens, não agradaria a "Cristo" (Gálatas 1:10)...
...mas depois, Paulo disse que estava agradando a todos os homens, para salvá-los (1 Coríntios 10:33).

É só pensar: seria ilógico se em coisa boas não pudesse agradar os outros. O que ele tava falando era que não deveria agradar a outros em fazer o que era errado aos olhos de Deus (Jeová).

07 - Paulo disse que "todas as coisas são puras para os puros" (Tito 1:15)... 
...mas Paulo esqueceu-se de dizer que há coisas impuras, que os puros não devem tocar, e corrigiu isso. (2 Coríntios 6:17).

A Bíblia mostra que devido à carne pecaminosa, a nossa consciência pode desencaminhar-nos; ela pode ser fraca, mal orientada ou aviltada. Podemos compreender melhor o perigo do conceito “permita que sua consciência seja seu guia” por considerarmos os habitantes de Creta, do primeiro século, que eram conhecidos como “mentirosos, feras prejudiciais, glutões desempregados”. — Tito 1:10-12.
 Como no caso de todas as pessoas, os cretenses tinham uma consciência inata. Mas não tiravam proveito dela. Escrevendo a Tito em Creta, o apóstolo Paulo disse: “Todas as coisas são puras para os puros.Mas, para os aviltados e os sem fé nada é puro, porém, tanto as suas mentes como as suas consciências estão aviltadas.” (Tito 1:15; Romanos 2:14, 15) A maioria dos cretenses tinham uma consciência insensível, que não os ajudava a fazer o que era moral ou limpo. (1 Timóteo 4:2) ‘Nada era puro’ para muitos cretenses. Como assim? Tendo consciências aviltadas, eles encaravam toda situação como oportunidade para fazer o mal. Talvez dissessem: ‘Isso não aflige minha consciência.’ Mas, devia ter afligido! Contudo, alguns judeus cretenses ou prosélitos estavam em Jerusalém para o Pentecostes de 33 EC. O conhecimento espiritual deles os teria ajudado a evitar serem mentirosos, injuriosos ou glutões. E os que aceitaram Jesus foram ajudados adicionalmente pelo que este ensinou sobre ter uma consciência boa e operante. — Atos 2:5, 11; Tito 1:5; 2:2-5; 3:3-7.

É a mesma coisa que uma pessoa falar para um rico que pra ele todas as coisas são boas, daí ele diz : são boas pois eu tenho dinheiro e escolho as boas.

08 - Paulo disse que Deus não rejeitou Seu Povo, os judeus (Romanos 11:1, 2)...
...mas, aborrecido com os judeus, porque não aceitaram suas apostasias, para crerem em outro deus (Torá - Devarim 13:6-11), escreveu que sobre os judeus veio a ira definitivamente, ou seja, foram rejeitados (1 Tessalonicenses 3:16).

Nação não quer dizer pessoas. Ele tava falando dos judeus como nação e religião, não as pessoas individualmente (até poque ele era judeu).

09 - Paulo escreveu que a fé não acaba com a obrigação de obedecer os preceitos da Lei Divina (Romanos 3:31)...
... e que ele mesmo tinha prazer na Lei de Deus (Romanos 7:22), mas assegura que a Lei induz a pessoa a pecar! (Romanos 7:5-10).

A lei divina não se restringe a Torá e não era a Torá que Paulo falava aqui, mas da lei de Deus por meio de Cristo Jesus.

A lei mosaica era para Israel.
Êxo. 31:16, 17 Os filhos de Israel têm de guardar o sábado a fim de celebrar o sábado nas suas gerações. É um pacto por tempo indefinido. É um sinal entre mim e os filhos de Israel por tempo indefinido.”

Era uma sombra do que cristo faria e assim apontava para ele que era a verdadeira substância.
Heb. 10:1 “A Lei tem uma sombra das boas coisas vindouras, mas não a própria substância das coisas.”

Heb. 9:22-24 “Quase todas as coisas são purificadas com sangue, segundo a Lei, e a menos que se derrame sangue, não há perdão. Por isso era necessário que as representações típicas das coisas nos céus fossem purificadas por estes meios, mas, as próprias coisas celestiais, com sacrifícios melhores do que tais sacrifícios. Porque Cristo entrou, não num lugar santo feito por mãos, que é uma cópia da realidade, mas no próprio céu, para aparecer agora por nós perante a pessoa de Deus.”

Heb. 8:6, 13 “Mas, Jesus obteve agora um serviço público mais excelente, de modo que ele é também o mediador dum pacto correspondentemente melhor, que foi estabelecido legalmente em promessas melhores. Ao dizer ‘um novo pacto’, tornou obsoleto o anterior. Ora, aquilo que se torna obsoleto e fica velho está prestes a desaparecer.”

Heb. 12:24 “Jesus, o mediador dum novo pacto.”

2 Cor. 3:6, 12-14 “[Deus] deveras nos habilitou adequadamente para sermos ministros dum novo pacto, não dum código escrito, mas de espírito; pois o código escrito condena à morte mas o espírito vivifica. Portanto, visto que temos tal esperança, estamos usando de muita franqueza no falar, e não fazemos como Moisés fazia, pondo um véu sobre o seu rosto, para que os filhos de Israel não fitassem atentamente os olhos no fim daquilo que havia de ser eliminado. Mas as suas percepções mentais estavam obtusas. Pois até o dia atual permanece o mesmo véu sem ser levantado, por ocasião da leitura do antigo pacto, porque é eliminado por meio de Cristo.”

10 - Paulo foi portador de uma carta dos apóstolos, da qual constava que era proibido os gentios comerem comida sacrificada a ídolos (Atos 15:22-29)....
...depois, desobedecendo a essa decisão, Paulo diz que os gentios poderiam comer coisas sacrificadas aos ídolos, pois os ídolos não valem nada. Nesse caso, apenas os gentios não deveriam indagar se a comida tinha sido sacrificada a ídolo, embora toda carne em Corinto fosse sacrificada aos deuses (1 Coríntios 8:4, 7-10; 10:25-30).

Muitas pessoas, antes de se tornarem cristãos, estavam acostumadas a comer carnes oferecidas a ídolos, sentindo certa reverência pelo ídolo. (1Co 8:7) Ao assim procederem, estes anteriores pagãos tinham sido parceiros do deus-demônio representado pelo ídolo. (1Co 10:20) Bem apropriadamente, portanto, através duma carta formal escrita de Jerusalém, o corpo governante da primitiva congregação cristã, sob a orientação do espírito santo, proibiu este comer formal, religioso, de carnes oferecidas aos ídolos, salvaguardando assim os cristãos da idolatria, neste particular. — At 15:19-23, 28, 29.

11 - O espírito santo, segundo os missionários é uma pessoa Divina, que apareceu no batismo de Jesus em forma de ave, uma pomba (Mateus 1:16; João 1:32)...
... mas Paulo escreveu que a Divindade não pode ser transformada em algo semelhante a aves (Romanos 1:23).

Sobre o Espirito Santo ser um ser divino, isso não tem base bíblica.

12 - Paulo ensinava que as obras não salvam, só a fé (Efésios 2:8, 9)...
... no entanto, Tiago o contesta, dizendo que a fé sem obras não salva e está morta (Tiago 2:14-26).

Tiago corrigiu-os para que fossem tanto cumpridores como ouvintes, mostrando-lhes à base de exemplos bíblicos que o homem que tem genuína fé manifesta-a por obras condizentes com sua fé. Por exemplo, a pessoa que tem genuína fé não diria a um irmão que estivesse nu e sem ter o que comer: ‘Vá em paz, mantenha-se aquecido e bem alimentado’, sem fazer provisões para essas necessidades. (Tg 2:14-26) Nisto, Tiago não contradizia Paulo, dizendo que alguém poderia ganhar a salvação por meio de obras. Pelo contrário, ele aceita a fé como a base da salvação, mas salienta que não pode haver genuína fé que não produza boas obras. Isto se harmoniza com a descrição que Paulo fez dos frutos do espírito, em Gálatas 5:22-24, e com seus conselhos sobre revestir-se da nova personalidade, em Efésios 4:22-24 e Colossenses 3:5-10, bem como com sua admoestação no que diz respeito a fazer o bem e partilhar as coisas com os outros, em Hebreus 13:16.

13 - Paulo conhecia o Sumo Sacerdote, que lhe dera cartas de recomendação (Atos 9:1-2)...
... mais tarde, Paulo mente, ao dizer que não conhecia o Sumo Sacerdote, pois, pela sua posição social e religiosa, decerto o continuaria conhecendo, ainda que tivesse sido substituído (Atos 23:1-5).

2 Coríntios 12:7-10. Apóstolo Paulo nos fala sobre o sofrimento causado por algo que ele chamou de “um espinho na carne”. É provável que o “espinho” fosse algum tipo de enfermidade física, possivelmente um problema relacionado com a visão. (Gálatas 4:15; 6:11) Visto também que ele ficou cego depois de sua conversão, talvez tenha ficado alguma sequela.
Atos 23:1-5 Olhando atentamente para o Sinédrio, Paulo disse: “Homens, irmãos, eu me comportei perante Deus com uma consciência perfeitamente limpa, até o dia de hoje.” 2 Em vista disso, o sumo sacerdote Ananias mandou que os que estavam em pé junto dele lhe batessem na boca. 3 Paulo disse-lhe então: “Deus te baterá, parede caiada. Assentas-te tu ao mesmo tempo para me julgar segundo a Lei, e, transgredindo a Lei, mandas que me batam?” 4 Os parados ali disseram: “Injurias tu o sumo sacerdote de Deus?” 5 E Paulo disse: “Irmãos, eu não sabia que era o sumo sacerdote. Pois está escrito: ‘Não deves falar injuriosamente dum governante do teu povo.’”

14 - Paulo escreveu que os mistérios de Deus foram revelados ou esclarecidos para que os gentios pudessem ser salvos (Romanos 16:25, 26)...
...mas Pedro entendia que Paulo realmente escreveu coisas de difícil entendimento até para ele e que as pessoas poderiam ser levadas 'a confusão pelos escritos de Paulo e virem a ser condenadas (2 Pedro 3:15, 16)

Esta parte esta respondida em Resposta a Nova Cruzada (defesa de Paulo).

15 - Paulo escreveu que a morte reinou desde Adão até Moshé... (Romanos 5:14).
... depois, porém, escreveu que a morte existirá, reinando, até ser destruída como último inimigo da Humanidade, no fim dos tempos (1 Coríntios 15:26);

Agora vou usar lógica humana para interpretar o texto, vou fazer uma ilustração: digamos que os pais saiam e deixem os filhos com a avó que deixa as crianças fazerem tudo o que quiserem, os pais quando voltam podem dizer que as crianças reinaram até eles voltarem, agora as crianças vão continuar brincando mas não como antes.

na visão de Paulo, quando de sua "conversão", os homens que estavam com ele "ouviram vozes" (Atos 9:7); mas, relatando o mesmo episódio, mais tarde, Paulo se contradiz, afirmando que os homens não ouviram a voz que lhe falara (Atos 22:9).

Esta parte esta respondida  em Resposta a Nova Cruzada (defesa de Paulo).

16 - A Torá nos assegura que morreram vinte e quatro mil hebreus desobedientes no pecado de prostituição (Números 25:9)...
...mas, Paulo, (que não estava lá) contradizendo a Torá, diz que foram vinte e três mil (1 Coríntios 10:8).

Números 25:9 declara: “Os que morreram do flagelo [da parte de Deus, por causa da conduta iníqua deles] somaram vinte e quatro mil.” No entanto, o apóstolo Paulo disse: “Nem pratiquemos a fornicação, assim como alguns deles [dos israelitas no ermo] cometeram fornicação, só para caírem, vinte e três mil deles, num só dia.” (1 Coríntios 10:8) O número dos mortos talvez fosse entre 23.000 e 24.000, de modo que qualquer destas cifras seria satisfatória. No entanto, o livro de Números indica especialmente que “todos os cabeças do povo” envolvidos neste pecado foram mortos por juízes. (Números 25:4, 5) Pode ter havido 1.000 destes “cabeças” culpados, perfazendo o total de 24.000, quando acrescentados aos 23.000 mencionados por Paulo. Ao passo que aparentemente 23.000 foram vítimas diretas do flagelo da parte de Deus, todos os 24.000 sofreram o flagelo de Jeová porque cada um deles morreu sob o Seu decreto de julgamento adverso.Deuteronômio 4:3.

17 - Embora Judas, que era um dos "Doze" (Lucas 22:47), já tivesse morrido antes da morte de Jesus (Mateus 27:3-5)...
...Paulo diz que Jesus, ao ressuscitar, apareceu a ele e demais apóstolos, os "Doze" (1 Coríntios 15:5)

Matias foi escolhido, e, depois disso, “foi contado com os onze apóstolos”. (At 1:23-26) Ele acha-se assim incluído entre “os doze” que resolveram o problema a respeito dos discípulos de língua grega (At 6:1, 2), e, evidentemente, Paulo o inclui ao referir-se “aos doze”, ao falar das aparições pós-ressurreição de Jesus, em 1 Coríntios 15:4-8. Assim, quando chegou Pentecostes, havia 12 alicerces apostólicos em que se podia apoiar o Israel espiritual então formado.

18 - Segundo Paulo, "comida não nos recomenda a Deus", porque...
"nenhuma coisa é de si mesma impura" (1 Coríntios 8:8; Romanos 14;14). No entanto, esse não é o conceito do Criador que fixou limites na alimentação humana e animal (Gênesis 1:29, 30). Na Torá a alimentação é fator decisivo para nossa santificação (Levítico 11:1-47; 20:22-26). Portanto, ao desafiar a vontade Divina, Paulo ensina seus seguidores a transgredir a Lei de D-us.

1) Levítico 11:1-47; 20:22-26 Aqui é bem claro que é para os filhos de Israel, E não gentios como toda a lei mosaica.

Gênesis 1:29-30 Isso sim era para toda a humanidade, mas quando Adão e Eva pecaram  não estavam mais perfeitos e aqui não comiam carne se usasse este texto para provar alguma coisa teria que ser o vegetarianismo RSRS!.

Estes textos irão clarear o  assunto.

Atos 10:9-16 No dia seguinte, enquanto prosseguiam na jornada e se aproximavam da cidade, Pedro subiu ao alto da casa para orar, perto da sexta hora. 10 Mas, ele ficou com muita fome e queria comer. Enquanto faziam os preparativos, caiu em transe, 11 e observou o céu aberto e alguma sorte de vaso descendo, semelhante a um grande lençol de linho, sendo baixado pelas suas quatro extremidades para a terra; 12 e nele havia toda sorte de quadrúpedes e bichos rastejantes da terra, e aves do céu. 13 E veio a ele uma voz: “Levanta-te, Pedro, abate e come!” 14 Mas Pedro disse: “Absolutamente não, Senhor, porque nunca comi nada aviltado e impuro.” 15 E a voz [falou] novamente com ele, pela segunda vez: “Pára de chamar de aviltadas as coisas que Deus purificou.” 16 Isto ocorreu pela terceira vez, e, imediatamente, o vaso foi recolhido ao céu.

Aqui o assunto se mostra ser os humanos, mas foi usado a questão do alimento. E isso já mostra o que Jeová pensa do assunto.

Mateus 15:11 Não o que entra pela boca é o que avilta o homem; mas o que sai da boca é o que avilta o homem.” (Palavra de Jesus)

Atos 15:20, 28, 29 “Que se abstenham das coisas poluídas por ídolos, e da fornicação, e do estrangulado, e do sangue. Pois pareceu bem ao espírito santo e a nós mesmos não vos acrescentar nenhum fardo adicional, exceto as seguintes coisas necessárias: de vos absterdes de coisas sacrificadas a ídolos, e de sangue, e de coisas estranguladas, e de fornicação. Se vos guardardes cuidadosamente destas coisas, prosperareis.”  (Palavra dos apóstolos)

19 - Embora Jesus tenha ensinado que o Satan é o 'pai da mentira' (João 8:44)...
... e mesmo tendo Paulo aconselhado o crente a "deixar a mentira e falar a verdade" (Efésios 4:25) Paulo excedeu-se, nesse contexto, ao afirmar que se alegrava que "Jesus" estava sendo pregado, mesmo que, para isso, fossem usadas, indiscriminadamente, tanto a mentira quanto a verdade! (Filipenses 1:18).

Paulo não estava falando da mentira em si , mas da consequência contraria ao propósito dos que a impetravam  pois esta mentiras dariam bons frutos pois suscitavam a curiosidade dos sinceros na verdade.
Exemplo: podemos usar como exemplo essas falsas contradições. No que pode ser útil para a verdade? Bem, 1) Como disse o Apostolo Paulo a verdade é proclamada mesmo com mentiras; 2) Suscita a curiosidades dos sinceros e ai eles pesquisam acham o blog ou pesquisam em outras fontes e acham a verdade; 3) Dá a oportunidade da verdade ser defendida e; 4) Dá mais confiança aos sinceros quando veem a própria verdade se defendendo.

20 - Uma das mais contraditórias miscelâneas teológicas de Paulo diz...
... respeito a quem se destinam as promessas Divinas feitas a Abrahão. Paulo afirma que "as promessas foram feitas a Abrahão e ao seu descendente. Não diz: E aos descendentes, como se falando de muitos, porém de um só: E ao teu descendente, que é Jesus" (Gálatas 3:16). Assim, nem Isaque recebeu a promessa. Depois Paulo se contradiz e declara que os gentios gálatas são "descendentes" de Abrahão e, assim, herdeiros da promessa, porque, como Isaque, seriam filhos da promessa! (Gálatas 3:29). Posteriormente, disse que ele mesmo era da descendência de Abraão, juntamente com os demais hebreus! (2 Coríntios 11:22). A Torá, ao contrário, não fala de um descendente apenas, mas da descendência de Avraham, por todas as suas gerações, como incluídos na Aliança! (Gênesis 17:7-11; 26:3, 4; 28:13, 14). Na verdade, não é um descendente, porque a descendência de Avraham seria como as estrelas do céu e os grãos de areia! (Gênesis 13:15-17; 15:5; 22:17).

Alguns peritos têm objetado à declaração de Paulo a respeito do uso singular e plural de ‘semente’. Salientam que, no hebraico, a palavra para “semente” (zé·ra‛), quando usada para descendência, nunca muda de forma. Também, os verbos e adjetivos acompanhantes por si só não indicam a singularidade ou pluralidade intencionada com a palavra “semente”. Embora seja assim, há outro fator que demonstra que a explicação de Paulo era tanto gramatical como doutrinalmente exata. Explicando este fator, a Cyclopædia (Ciclopédia) de M’Clintock e Strong (1894, Vol. IX, p. 506) declara: “Em relação com os pronomes, a construção é inteiramente diferente de ambos os precedentes [isto é, os verbos e os adjetivos empregados junto com a palavra “semente”]. Um pronome singular [empregado junto com zé·ra‛] assinala um indivíduo, apenas um único, ou um dentre muitos; ao passo que o pronome plural representa todos os descendentes. Esta regra é seguida invariavelmente pela Sept[uaginta] . . . Pedro entendia esta construção, pois verificamos que ele infere uma semente singular de Gên. xxii, 17, 18, ao falar aos judeus naturais na cidade de Jerusalém, antes da conversão de Paulo (Atos iii, 26), assim como Davi dera o exemplo mil anos antes (Sal. lxxii, 17).”
Adicionalmente, esta obra de referência diz: “A distinção feita por Paulo não é entre uma semente e outra, mas entre esta uma semente e as muitas; e, se considerarmos que cita a mesma passagem que Pedro [já citada], seu argumento é razoavelmente apoiado pelo pronome ‘os inimigos dele [e não deles]’. Semente, com o pronome no singular, é o equivalente exato de filho.”
Para citar uma ilustração, a expressão “minha prole” poderia referir-se a um só filho ou a muitos. Mas, se depois desta expressão se usasse o pronome demonstrativo no singular para se referir à prole, seria evidente que se estaria falando de uma só pessoa.
A promessa feita a Abraão, de que todas as famílias da terra haviam de abençoar a si mesmas por meio da sua ‘semente’ não poderia ter incluído todos os descendentes de Abraão como sua ‘semente’, visto que os descendentes de seu filho Ismael e também dos seus filhos com Quetura não foram usados para abençoar a humanidade. A semente da bênção viria por meio de Isaque. “O que será chamado teu descendente [semente] será por intermédio de Isaque”, disse Jeová. (Gên 21:12; He 11:18) Esta promessa foi subsequentemente especificada ainda mais, quando Jacó, dentre os dois filhos de Isaque, Jacó e Esaú, foi especialmente abençoado. (Gên 25:23, 31-34; 27:18-29, 37; 28:14) Além disso, Jacó limitou esta questão por mostrar que o ajuntamento de pessoas seria a Siló (que significa: “Aquele de Quem É; Aquele a Quem Pertence”), da tribo de Judá. (Gên 49:10) Daí, dentre todo o Judá, a vindoura semente foi limitada à linhagem de Davi. (2Sa 7:12-16) No primeiro século EC, esta especificação foi notada pelos judeus, que realmente aguardavam a vinda de uma só pessoa qual Messias ou Cristo, como libertador (Jo 1:25; 7:41, 42), embora pensassem também que eles, como descendência, ou semente, de Abraão, fossem o povo favorecido, e, como tal, filhos de Deus. — Jo 8:39-41.

21 - A prematura ressurreição de Jesus, conforme Paulo, ocorreu no...
...terceiro dia de sua morte, "segundo as Escrituras" (1 Coríntios 15:4). Paulo usou essa mesma expressão grega "Kata tas graphas" para justificar suas crenças. Porém Paulo não informou o Livro, o capítulo e o versículo onde as escrituras Judaicas predisseram a ocorrência do evento, ao terceiro dia, uma vez que a ressurreição de Jesus colide com o tempo fixado por Deus, para a ressurreição dos justos, pois, segundo as Escrituras, esse acontecimento terá lugar "no fim dos dias", quando do ajuste da contas (Daniel 12:1, 2, 13; Isaías 26:19-21). Era assim que os primeiros discípulos de Jesus acreditavam (João 11:23, 24). Paulo, como fizeram os que "viram" o Nazareno, depois da ressurreição, mesmo sem conhecer que era ele (João 20:14, 15; 21:4, 12; Lucas 24:15, 16), inventaram a ressurreição de Jesus, embora deixando o levantamento dos demais mortos para o fim dos tempos (1Coríntios 15:22-26), contradizendo o Tanak e as promessas messiânicas.

O texto que Paulo citou em 1 Coríntios 15:4 foi Oséias 6:2 Fará que vivamos depois de dois dias. No terceiro dia fará que nos levantemos, e viveremos perante ele.

Jonas 1:17 Ora, Jeová providenciou um grande peixe para engolir Jonas, de modo que Jonas veio a ficar nas entranhas do peixe três dias e três noites.
(Modelo profético apontando para Jesus)

Marcos 9:31 Pois estava ensinando os seus discípulos e dizia-lhes: “O Filho do homem há de ser entregue às mãos dos homens, e matá-lo-ão; mas, embora seja morto, será levantado três dias depois.”

22 - Jesus disse que o Pai do Céu preocupa-se com as aves e as alimenta (Mateus 6:26)...
...ensino que concorda com as Escrituras Judaicas (Jó 38:41; Salmo 147:9). No entanto, Paulo escreveu diferente e deturpou o mandamento Divino (Torá - Devarim 25:4), ao declarar que o Criador não Se importa nem com os touros (1 Coríntios 9:9, 10). O caráter do D-us de Israel, no tocante a mostrar-se misericórdia e respeito para com outros seres vivos – animais e vegetais – é muito diferente do pensamento de Paulo (Torá - Devarim o 20:19, 20; 22:6, 7; Levítico 22:28; Provérbios 6:6-11; 12:10).

Paulo não tava dizendo que Jeová não se importa com os animais, mas usou uma lei da lei mosaica para mostrar que aquele principio era feito mais para o homem do que para o animal. O artigo que se segue vai deixar mais claro.

O touro era usado pelos israelitas no trabalho relacionado com tarefas agrícolas, como arar e debulhar. (De 22:10; 25:4) Este animal devia ser tratado de forma benevolente. O apóstolo Paulo aplicou aos servos cristãos de Deus o princípio incorporado na Lei, com respeito a não açaimar o touro enquanto debulha, o que indica que quem partilha coisas espirituais com outros é digno de receber provisões materiais, assim como o touro que estivesse trabalhando tinha direito a comer do cereal que debulhasse. (Êx 23:4, 12; De 25:4; 1Co 9:7-10) A legislação abrangia casos de roubo de touro e de danos causados a pessoas e a propriedades por um touro deixado solto. — Êx 21:28–22:15.

23 - Paulo afirmou, categoricamente, que era "israelita, da tribo de Benjamin" (Romanos 11:1)...
...que era "hebreu" (2 Coríntios 11:22; Filipenses 3:5) ...e que era "judeu" (Atos 22:3).
No entanto, saiu com esta declaração: "Fiz-me judeu para os judeus, para ganhar os judeus" (1 Coríntios 9:20). Ora, ninguém, que já é judeu, 'faz-se judeu'. 

Ele não seguia a lei mosaica, mas para não fechar uma porta com os judeus, não se importava de fazer algumas coisas. Exemplo: ele pregava em sinagogas no sábado, circuncidou Timóteo para irem pregar para os judeus.

28 de junho de 2012

Salomão


(Foto não perence ao artigo)
Filho do Rei Davi na linhagem de Judá; rei de Israel de 1037 a 998 AEC. O registro bíblico, depois de relatar a morte do filho nascido a Davi por meio das sua relações ilícitas com Bate-Seba, prossegue: “E Davi começou a consolar Bate-Seba, sua esposa. Além disso, entrou a ela e deitou-se com ela. Com o tempo ela lhe deu à luz um filho, e ele veio a ser chamado pelo nome de Salomão. E o próprio Jeová o amava. De modo que, por meio de Natã, o profeta, mandou chamá-lo pelo nome de Jedidias, por causa de Jeová.” (2Sa 12:24, 25) Mais tarde, Salomão teve três irmãos germanos, filhos de Davi e Bate-Seba: Siméia, Sobabe e Natã. — 1Cr 3:5.

 
A Promessa de Jeová a Davi. Jeová declarara a Davi, antes do nascimento de Salomão, que lhe nasceria um filho e que o nome deste seria Salomão, e que este edificaria uma casa para o Seu nome. O nome Jedidias (que significa “Amado de Jah”) parece ter sido dado como indicação a Davi de que Jeová tinha então abençoado seu casamento com Bate-Seba e que Ele aprovava o fruto assim produzido. Mas não era por este nome que o menino costumava ser conhecido. Sem dúvida, o nome Salomão (duma raiz que significa “paz”) se aplicava com relação ao pacto que Jeová fizera com Davi, no qual ele dissera que Davi, homem que havia derramado muito sangue em guerra, não construiria uma casa para Jeová, assim como Davi tinha no coração fazer. (1Cr 22:6-10) Não que as guerras travadas por Davi fossem erradas. Mas, o reino típico de Jeová era essencialmente de natureza pacífica e objetiva; suas guerras deviam eliminar a iniqüidade e os que se opunham à soberania de Jeová, para estender o domínio de Israel às fronteiras delineadas por Deus, e estabelecer a justiça e a paz. Davi alcançou para Israel esses objetivos das guerras. O domínio de Salomão era essencialmente um reinado de paz.

 
A Tentativa de Adonias de Tomar o Trono. Depois do seu nascimento, Salomão só ressurge no registro bíblico na época da velhice de Davi. Davi, sem dúvida por causa da promessa de Jeová, jurara anteriormente a Bate-Seba que Salomão lhe sucederia no trono. Isto era do conhecimento do profeta Natã. (1Rs 1:11-13, 17) Não se declara se Adonias, meio-irmão de Salomão, sabia deste juramento ou da intenção de Davi. De qualquer modo, Adonias tentou conseguir o trono dum modo similar ao empregado por Absalão. Talvez por causa da fragilidade do rei e por Adonias ter o apoio de Joabe, o chefe do exército, e de Abiatar, o sacerdote, ele confiava em ser bem sucedido. Não obstante, era um ato de traição, um esforço de se apoderar do trono enquanto Davi ainda vivia, e sem a aprovação de Davi ou de Jeová. Também, Adonias revelou sua ardileza ao providenciar um sacrifício em En-Rogel, onde pretendia ser proclamado rei, mas convidou apenas os outros filhos do rei e homens de Judá, os servos do rei, não convidando Salomão, Natã, o profeta, e Zadoque, o sacerdote, e os poderosos que haviam lutado ao lado de Davi, inclusive Benaia, líder deles. Isto indica que Adonias considerava Salomão rival e obstáculo para as suas ambições. — 1Rs 1:5-10.

 
Salomão Entronizado. O profeta Natã, sempre fiel a Jeová e a Davi, estava atento. Enviando primeiro Bate-Seba com instruções de informar o rei sobre a trama, ele mesmo veio então para perguntar a Davi se esta proclamação de Adonias como rei tinha sido autorizada por ele. Davi agiu pronta e decisivamente, mandando que Zadoque, o sacerdote, e Natã levassem Salomão a Giom, sob a proteção de Benaia e seus homens. Deviam fazer Salomão montar a mula do próprio rei (denotando a elevada honra dada àquele que a montava, e que, neste caso, era o sucessor no reinado). (Veja Est 6:8, 9.) As instruções de Davi foram cumpridas, e Salomão foi ungido e aclamado rei. — 1Rs 1:11-40.
Ao ouvir o som da música procedente de Giom, que não ficava muito longe, e a aclamação do povo: “Viva o Rei Salomão”, Adonias e seus co-conspiradores fugiram, tomados de medo e de confusão. Salomão proveu um vislumbre da paz que assinalaria o seu governo por se negar a macular sua ascensão ao trono com uma vingança. Se prevalecesse o contrário, Salomão mui provavelmente teria perdido a vida. Adonias fugiu para o santuário em busca de asilo, de modo que Salomão mandou que Adonias lhe fosse trazido de lá. Informando Adonias de que continuaria vivo, a menos que se achasse algum mal nele, Salomão o mandou então para casa. — 1Rs 1:41-53.

 
A Incumbência Que Davi Deu a Salomão. Davi, antes de morrer, deu a Salomão a solene incumbência de “cumprir a obrigação para com Jeová, teu Deus, andando nos seus caminhos, guardando os seus estatutos, seus mandamentos e suas decisões judiciais, e seus testemunhos”. Mandou adicionalmente que não deixasse Joabe e Simei ‘descer em paz ao Seol’; também que tivesse benevolência para com os filhos de Barzilai, o gileadita. (1Rs 2:1-9) Provavelmente fora antes disso que Davi dera instruções a Salomão a respeito da construção do templo, dando-lhe o plano arquitetônico “que viera a estar com ele por inspiração”. (1Cr 28:11, 12, 19) Davi deu ordens aos príncipes de Israel presentes ali para ajudarem Salomão, seu filho, e para participarem na construção do santuário de Jeová. Nesta ocasião, o povo ungiu novamente a Salomão como rei e a Zadoque como sacerdote. (1Cr 22:6-19; cap. 28; 29:1-22) A bênção de Jeová sobre Salomão manifestou-se logo cedo no seu reinado, quando ele passou a sentar-se “no trono de Jeová como rei em lugar de Davi, seu pai, e para ser bem sucedido” no reinado e para se tornar forte nele. — 1Cr 29:23; 2Cr 1:1.

 
O Pedido Sedicioso de Adonias. Não demorou muito até que Salomão teve de executar as instruções de Davi a respeito de Joabe. Isto foi provocado pela ação de Adonias, que ainda mostrou ser ambicioso, apesar da misericórdia que Salomão tivera com ele. Adonias chegou-se à mãe de Salomão com as palavras: “Tu mesma bem sabes que o reinado ia tornar-se meu e que foi em mim que todo o Israel fixou a sua face para eu me tornar rei; mas o reinado mudou de rumo e veio a ser de meu irmão, porque era da parte de Jeová que se tornou seu.” Adonias admitiu assim que Jeová estivera por detrás da entronização de Salomão, mas a solicitação que fez depois destas palavras foi mais uma tentativa astuciosa de usurpar o reinado. Ele disse a Bate-Seba: “Por favor, dize a Salomão, o rei, . . . que me dê Abisague, a sunamita, por esposa.” Adonias talvez achasse que tinha seguidores suficientes, além de ter o apoio de Joabe e de Abiatar, de modo que, por tomar por esposa a enfermeira de Davi, considerada ter sido a concubina de Davi, embora este não tivesse tido relações sexuais com ela, ele poderia iniciar um levante que derrubaria Salomão. Por costume, as esposas e as concubinas dum rei só podiam pertencer ao sucessor legítimo dele, de modo que tomar essas esposas era considerado como reivindicação do trono. (Veja 2Sa 16:21, 22.) Quando Bate-Seba, sem se aperceber da duplicidade de Adonias, transmitiu a solicitação dele a Salomão, este a interpretou imediatamente como pretensão ao trono e mandou imediatamente Benaia matar Adonias. — 1Rs 2:13-25.

 
Abiatar é deposto; Joabe é morto. Salomão deu então atenção aos que haviam conspirado com Adonias. Abiatar foi dispensado do sacerdócio, em cumprimento da palavra de Jeová contra a casa de Eli (1Sa 2:30-36), mas ele não foi morto, por ter carregado a Arca diante de Davi e ter sofrido aflição com ele. Zadoque substituiu Abiatar. No ínterim, Joabe, sabendo da ação de Salomão, fugiu para se segurar nos chifres do altar, mas foi ali morto por Benaia, às ordens de Salomão. — 1Rs 2:26-35.

 
Simei é executado. Salomão colocou também Simei sob juramento para observar certas restrições, porque este homem havia invocado o mal sobre o seu pai, Davi. Quando Simei, uns três anos mais tarde, violou esta restrição, Salomão mandou matá-lo. Assim se cumpriu plenamente a injunção que Davi deu a Salomão. — 1Rs 2:36-46.

 
O Pedido Sábio de Salomão. Na parte inicial do reinado de Salomão, o povo sacrificava em muitos “altos”, porque não havia casa de Jeová, embora o tabernáculo estivesse em Gibeão e a arca do pacto estivesse numa tenda em Sião. Mesmo Jeová tendo dito que seu nome devia ser colocado sobre Jerusalém, evidentemente ele tolerou esta prática até que se construísse o templo. (1Rs 3:2, 3) Em Gibeão, conhecida como “o grande alto”, Salomão ofereceu mil sacrifícios queimados. Jeová apareceu-lhe ali num sonho, dizendo: “Pede o que te devo dar.” Em vez de pedir riquezas, glória e vitória, Salomão pediu um coração sábio, entendido e obediente, para poder julgar Israel. O pedido humilde de Salomão agradou tanto a Jeová, que não só lhe deu o que pediu, mas também riquezas e glória, “de modo que não virá a haver entre os reis nenhum igual a ti, em todos os teus dias”. Jeová, porém, acrescentou a admoestação: “E se andares nos meus caminhos, guardando os meus regulamentos e os meus mandamentos, assim como andou Davi, teu pai, também vou prolongar os teus dias.” — 1Rs 3:4-14.
Pouco depois, quando duas prostitutas apresentaram um problema difícil de identificação de maternidade, Salomão demonstrou que Deus deveras o dotara de sabedoria judicativa. Isto reforçou grandemente a autoridade de Salomão aos olhos do povo. — 1Rs 3:16-28.

 
Projetos de Construção.  No quarto ano do seu reinado, no segundo mês do ano (o mês zive [abril-maio]), em 1034 AEC, Salomão começou a construir a casa de Jeová no monte Moriá. (1Rs 6:1) A construção do templo era pacificamente silenciosa; as pedras eram ajustadas antes de serem levadas ao local, de modo que não se ouvia o som de martelo ou machado, nem de qualquer outra ferramenta. (1Rs 6:7) O Rei Hirão, de Tiro, cooperava por suprir madeiras de cedro e de junípero em troca de trigo e de azeite. (1Rs 5:10-12; 2Cr 2:11-16) Fornecia também trabalhadores, inclusive um artífice perito chamado Hirão, filho dum homem de Tiro e duma mulher hebréia. (1Rs 7:13, 14) Salomão recrutou para trabalhos forçados 30.000 homens, mandando-os ao Líbano em turnos de 10.000 por mês. Cada grupo voltava para casa por períodos de dois meses. Além destes, havia 70.000 carregadores e 80.000 talhadores. Estes últimos grupos mencionados não eram de israelitas. — 1Rs 5:13-18; 2Cr 2:17, 18.

 
Inauguração do templo. A enorme obra de construção durou sete anos e meio, sendo concluída no oitavo mês, bul, em 1027 AEC. (1Rs 6:37, 38) Parece que depois levou mais algum tempo para trazer os utensílios e para pôr tudo em ordem, porque foi no sétimo mês, etanim, na época da Festividade das Barracas, que Salomão realizou a santificação e inauguração do templo. (1Rs 8:2; 2Cr 7:8-10) Portanto, isso deve ter ocorrido no sétimo mês de 1026 AEC, 11 meses depois de terminada a construção, em vez de um mês antes de o prédio estar terminado (em 1027 AEC), conforme alguns pensavam.
Outro ponto de vista adotado por alguns é que os serviços de inauguração ocorreram no 24.° ano de Salomão (1014 AEC), depois de ele ter também construído sua própria casa e outros edifícios governamentais, o que levou mais 13 anos, ou ao todo 20 anos de construção. Este ponto de vista é apoiado pela Septuaginta grega, que interpola certas palavras não encontradas no texto massorético, em 1 Reis 8:1 (3 Reis 8:1 na LXX, Bagster), rezando: “E aconteceu quando Salomão tinha terminado a construção da casa do Senhor e da sua própria casa, depois de vinte anos, então o rei Salomão reuniu todos os anciãos de Israel em Sião, para trazer a arca do pacto do Senhor da cidade de Davi, isto é Sião, no mês de atanim.” Todavia, uma comparação dos relatos em Reis e em Crônicas indica que esta conclusão é incorreta.
O registro em 1 Reis, capítulos 6 a 8, descreve a construção do templo e sua terminação; a seguir, menciona o programa de construção de 13 anos, de Salomão, de prédios governamentais; e então, depois de falar de novo extensivamente sobre a construção do templo e de se levarem para dentro “as coisas tornadas sagradas por Davi, seu pai”, o relato passa a descrever a inauguração. Isto parece indicar que a descrição do programa de construção dos prédios governamentais (1Rs 7:1-8) foi inserida como que parenteticamente, para rematar e completar a consideração das operações de construção. Mas o registro em 2 Crônicas 5:1-3 parece indicar de forma mais direta que a inauguração ocorreu assim que o templo e sua mobília estavam prontos, porque reza: “Finalmente estava terminada toda a obra que Salomão tinha de fazer para a casa de Jeová e Salomão começou a levar para dentro as coisas tornadas sagradas por Davi, seu pai; e a prata, e o ouro, e todos os utensílios ele pôs nos tesouros da casa do verdadeiro Deus. Foi então que Salomão passou a congregar os anciãos de Israel e todos os cabeças das tribos.” Depois de pormenorizar a instalação da arca do pacto no templo pelos sacerdotes, que a carregaram desde a Cidade de Davi para o morro do templo, o relato passa a descrever a inauguração. — 2Cr 5:4-14; caps. 6, 7.
Alguns têm questionado o ponto de vista acima, de que a inauguração ocorreu no ano depois de completado o templo, porque 1 Reis 9:1-9 diz que Jeová apareceu a Salomão depois da construção da “casa do rei”, dizendo que ouvira a oração de Salomão. (Veja 2Cr 7:11-22.) Isto foi no seu 24.° ano, após as suas obras de construção que levaram 20 anos. Demorou Deus 12 anos para responder à oração que Salomão proferiu na inauguração do templo? Não, porque naquela inauguração, no fim da oração de Salomão, “desceu dos céus o próprio fogo e passou a consumir a oferta queimada e os sacrifícios, e a própria glória de Jeová encheu a casa”. Isto foi uma poderosa manifestação de que Jeová ouvira a oração, dando resposta por ação, reconhecida como tal pelo povo. (2Cr 7:1-3) O posterior aparecimento de Deus a Salomão mostrava que não se esquecera da oração feita 12 anos antes, e que então respondia verbalmente a ela por assegurar a Salomão a sua resposta a ela. Deus, neste segundo aparecimento, deu também a Salomão admoestação adicional, para continuar fiel assim como Davi, seu pai.

 
Oração de Salomão. Na oração que Salomão fez na inauguração do templo ele se referiu a Jeová como o Deus acima de todos, Deus de benevolência e de lealdade, Cumpridor de suas promessas. Embora o templo fosse uma casa para Jeová, Salomão reconheceu que “os próprios céus, sim, o céu dos céus” não O podiam conter. Ele é o Ouvinte de orações e Aquele que responde a elas, o Deus da justiça, que recompensa os justos e retribui aos iníquos, mas que perdoa ao pecador arrependido que retorna a Ele. Ele não é ‘deus da natureza’, mas exerce controle sobre as forças da natureza, sobre a vida animal e mesmo sobre as nações da terra. Não é mero Deus nacional dos hebreus, mas é o Deus de todos os homens que o buscam. Salomão manifestou na sua oração o desejo de ver o nome de Jeová engrandecido em toda a terra; Salomão expressou seu próprio amor à justiça e ao juízo, amor a Israel, o povo de Deus, e aos estrangeiros que buscassem a Jeová. — 1Rs 8:22-53; 2Cr 6:12-42.
Na inauguração, todos os sacerdotes oficiaram; nesta ocasião, não havia necessidade de observar a ordem das turmas providenciadas por Davi. (2Cr 5:11) A necessidade do serviço de todos pode ser visto em que, além das ofertas de cereais apresentadas, ofereceram-se 22.000 cabeças de gado e 120.000 ovelhas como oferta queimada e como sacrifício de participação em comum durante aquele período festivo de sete dias, que foi encerrado com uma assembléia solene no oitavo dia. O número dos sacrifícios era tão enorme, que o grande altar de cobre mostrou ser pequeno demais; para realizá-los, Salomão teve de santificar parte do pátio para este fim. — 1Rs 8:63, 64; 2Cr 7:5, 7.
Mais tarde, Salomão empossou as turmas dos sacerdotes nos seus serviços e os levitas nos seus postos de dever, conforme tinham sido delineados por Davi. O templo tornou-se então o lugar em que todos os israelitas deviam reunir-se para suas festividades sazonais e seus sacrifícios a Jeová.

 
Edifícios governamentais. Nos 13 anos depois da terminação do templo, Salomão construiu um novo palácio real no monte Moriá, logo ao S do templo, de modo que ficava perto do pátio externo do templo, mas num terreno mais baixo. Perto dali ele construiu o Pórtico do Trono, o Pórtico das Colunas e a Casa da Floresta do Líbano. Todos estes edifícios encontravam-se num declive entre o cume do morro do templo e o espigão baixo da Cidade de Davi. Construiu também uma casa para sua esposa egípcia; não se permitia a ela “morar na casa de Davi, o rei de Israel, porque”, conforme disse Salomão, “os lugares aos quais chegou a arca de Jeová são algo sagrado”. — 1Rs 7:1-8; 3:1; 9:24; 11:1; 2Cr 8:11.

 
Construções em escala nacional. Depois de completar seus projetos de edifícios governamentais, Salomão empreendeu um programa de construção em escala nacional. Usou em trabalhos forçados os descendentes dos cananeus que Israel não havia devotado à destruição na sua conquista de Canaã, mas não rebaixou nenhum israelita a esta condição de escravo. (1Rs 9:20-22; 2Cr 8:7-10) Edificou e fortificou Gezer (que Faraó tirara dos cananeus e dera de presente à sua filha, esposa de Salomão), bem como Bete-Horom Alta e Bete-Horom Baixa, Baalate e Tamar; construiu também cidades-armazéns, cidades para carros e cidades para cavaleiros. Todo o domínio, inclusive o território ao L do Jordão, beneficiou-se com suas construções. Ele fortificou adicionalmente o Aterro, construído por Davi. Fechou “a brecha da Cidade de Davi”. (1Rs 11:27) Isto talvez se refira a ele construir ou estender “a muralha de Jerusalém, em toda a volta”. (1Rs 3:1) Fortificou muito Hazor e Megido; os arqueólogos descobriram partes de fortes muralhas e portões fortificados, que eles acreditam ser restos das obras de Salomão nessas cidades agora em ruínas. — 1Rs 9:15-19; 2Cr 8:1-6.

 
Sua Riqueza e Sua Glória. Salomão empenhou-se extensamente em comércio. Sua frota, em cooperação com a de Hirão, trazia grandes quantidades de ouro de Ofir, bem como madeira “algum” e pedras preciosas. (1Rs 9:26-28; 10:11; 2Cr 8:17, 18; 9:10, 11) Cavalos e carros eram importados do Egito, e negociantes de todo o mundo daquele tempo traziam mercadorias em abundância. A renda anual de Salomão em ouro chegava a 666 talentos (c. US$256.643.000), além da prata, do ouro e de outros itens trazidos pelos mercadores. (1Rs 10:14, 15; 2Cr 9:13, 14) Além disso, “todos os reis da terra” traziam anualmente presentes das suas terras: objetos de ouro e de prata, óleo de bálsamo, armamentos, cavalos, mulos e outras riquezas. (1Rs 10:24, 25, 28, 29; 2Cr 9:23-28) Até mesmo macacos e pavões eram importados em navios de Társis. (1Rs 10:22; 2Cr 9:21) Salomão veio a ter 4.000 baias para cavalos e carros (1Rs 10:26 diz 1.400 carros), e 12.000 corcéis (ou, possivelmente, cavaleiros). — 2Cr 9:25.
Não havia em toda a terra rei que possuísse tantas riquezas como Salomão. (1Rs 10:23; 2Cr 9:22) A via de acesso ao seu trono excedia em magnificência a tudo o que havia em outros reinos. O próprio trono era de marfim recoberto de ouro refinado. Tinha por detrás um dossel redondo; seis degraus, com seis leões em cada lado, levavam a ele, e dois leões estavam em pé ao lado dos braços do trono. (1Rs 10:18-20; 2Cr 9:17-19) Para os seus vasos para beber só se usava ouro; declara-se especificamente que “não havia nada de prata; nos dias de Salomão não se lhe dava nenhuma importância”. (2Cr 9:20) Na casa de Salomão e no templo havia harpas e instrumentos de cordas feitos de madeira de algum tal como nunca se vira antes em Judá. — 1Rs 10:12; 2Cr 9:11.

 
O suprimento alimentar para sua casa. As provisões diárias de alimento para a casa real de Salomão eram de “trinta coros [6.600 l] de flor de farinha e sessenta coros [13.200 l] de farinha, dez cabeças de gado vacum cevado e vinte cabeças de gado vacum de pasto, e cem ovelhas, além de alguns veados, e gazelas, e corços, e cucos cevados”. (1Rs 4:22, 23) Doze prepostos supervisionavam o fornecimento de alimentos, um preposto para cada mês do ano. Cada um deles supervisionava uma parte daquela terra; para este fim, ela não era dividida segundo os termos tribais, mas segundo regiões agrícolas. Estes suprimentos incluíam provisões para os muitos cavalos de Salomão. — 1Rs 4:1-19, 27, 28.

 
A rainha de Sabá visita Salomão. Uma das pessoas visitantes mais distintas procedente duma terra estrangeira para ver a glória e as riquezas de Salomão foi a rainha de Sabá. A fama de Salomão atingira “todas as pessoas da terra”, de modo que ela fez a viagem de seu longínquo domínio “para pô-lo à prova com perguntas difíceis”. Ela falou-lhe “sobre tudo o que lhe veio a ser achegado ao coração”, e “não se mostrava haver nenhum assunto oculto ao rei, que ele não lhe comunicasse”. — 1Rs 10:1-3, 24; 2Cr 9:1, 2.
Depois de a rainha ter observado também o esplendor do templo e da casa de Salomão, o serviço à mesa e as bebidas, bem como o vestuário dos garçons, e os regulares sacrifícios queimados no templo, “então se mostrou não haver mais espírito nela”, de modo que exclamou: “Eis que não se me contou nem a metade. Ultrapassaste em sabedoria e em prosperidade as coisas ouvidas que escutei.” Daí, ela passou a declarar felizes os servos que serviam tal rei. Tudo isso a levou a dar louvor a Jeová, a bendizer a Jeová Deus, que expressara seu amor a Israel por designar Salomão como rei, a fim de fazer decisões judiciais e justiça. — 1Rs 10:4-9; 2Cr 9:3-8.
Ela deu então a Salomão o magnífico presente de 120 talentos de ouro (US$46.242.000), e grande número de pedras preciosas e óleo de bálsamo em quantidade extraordinariamente grande. Salomão, por sua vez, deu à rainha tudo o que ela pediu, além do que deu da sua própria generosidade, possivelmente mais do que ela lhe trouxera. — 1Rs 10:10, 13; 2Cr 9:9, 12.

 
A prosperidade do seu governo. Jeová abençoou Salomão com sabedoria, glória e riqueza enquanto permanecia firme na adoração verdadeira, e a nação de Israel também usufruía o favor de Deus. Davi havia sido usado para subjugar os inimigos de Israel e para estabelecer o reino firmemente até os seus limites máximos. O relato narra: “Quanto a Salomão, mostrou ser o governante sobre todos os reinos, desde o Rio [Eufrates] até a terra dos filisteus e até o termo do Egito. Traziam presentes e serviam a Salomão todos os dias da sua vida.” (1Rs 4:21) Durante o reinado de Salomão havia paz, e “Judá e Israel eram muitos, em multidão, iguais aos grãos de areia junto ao mar, comendo e bebendo, e alegrando-se”. “E Judá e Israel continuaram a morar em segurança, cada um debaixo da sua própria videira e debaixo da sua própria figueira, desde Dã até Berseba, todos os dias de Salomão.” 1Rs 4:20, 25.

 
A Sabedoria de Salomão. “E Deus continuou a dar a Salomão sabedoria e entendimento em medida muito grande, bem como largueza de coração, igual à areia que há à beira do mar. E a sabedoria de Salomão era mais vasta do que a sabedoria de todos os orientais e do que toda a sabedoria do Egito.” Mencionam-se então outros homens de sabedoria incomum: Etã, o ezraíta (evidentemente cantor do tempo de Davi e escritor do Salmo 89) e mais três sábios de Israel. Salomão era mais sábio do que estes, na realidade, “veio a ter fama em todas as nações ao redor. E ele podia falar três mil provérbios, e seus cânticos vieram a ser mil e cinco”. A extensão do seu conhecimento abrangia as plantas e os animais da terra, e seus provérbios, junto com seus escritos nos livros de Eclesiastes e de O Cântico de Salomão, revelam que ele tinha profundo conhecimento da natureza humana. (1Rs 4:29-34) Em Eclesiastes aprendemos que ele meditou muito para “achar palavras deleitosas e a escrita de palavras corretas de verdade”. (Ec 12:10) Experimentou muitas coisas, passando entre os de condição humilde e entre os enaltecidos, observando atentamente sua vida, suas obras, suas esperanças e seus objetivos, e as vicissitudes da humanidade. Enalteceu o conhecimento de Deus e a Sua lei, e enfatizou acima de tudo que ‘o temor de Jeová é o princípio do conhecimento e da sabedoria’, e que toda a obrigação do homem é ‘temer o verdadeiro Deus e guardar os seus mandamentos’. — Pr 1:7; 9:10; Ec 12:13; veja ECLESIASTES.

 
Seu Desvio da Justiça. Enquanto Salomão permanecia fiel à adoração de Jeová, ele prosperava. É evidente que seus provérbios foram proferidos e os livros de Eclesiastes e O Cântico de Salomão, bem como pelo menos um dos Salmos (Sal 127), foram escritos durante o seu período de serviço fiel a Deus. No entanto, Salomão começou a desconsiderar a lei de Deus. Lemos: “E o próprio Rei Salomão amava muitas mulheres estrangeiras além da filha de Faraó, mulheres moabitas, amonitas, edomitas, sidônias e hititas, das nações de que Jeová havia dito aos filhos de Israel: ‘Não deveis entrar no meio delas e elas mesmas não devem entrar no vosso meio; decerto inclinarão o vosso coração a seguir os seus deuses.’ Foi a elas que Salomão se apegou para as amar. E ele veio a ter setecentas esposas, princesas, e trezentas concubinas; e suas esposas gradualmente lhe inclinaram o coração. E sucedeu, no tempo da velhice de Salomão, que as próprias esposas dele lhe haviam inclinado o coração para seguir outros deuses; e seu coração não se mostrou pleno para com Jeová, seu Deus, como o coração de Davi, seu pai. E Salomão começou a ir atrás de Astorete, deusa dos sidônios, e atrás de Milcom, a coisa repugnante dos amonitas. E Salomão começou a fazer o que era mau aos olhos de Jeová e não seguiu plenamente a Jeová como Davi, seu pai. Foi então que Salomão passou a construir um alto a Quemós, a coisa repugnante de Moabe, no monte que estava defronte de Jerusalém, e a Moloque, a coisa repugnante dos filhos de Amom. E foi assim que ele fez para todas as suas esposas estrangeiras que faziam fumaça sacrificial e ofereciam sacrifícios aos seus deuses.” — 1Rs 11:1-8.
Embora isso acontecesse “no tempo da velhice de Salomão”, não devemos presumir que seu desvio era por motivo de senilidade, porque Salomão era relativamente jovem quando assumiu o trono, e seu reinado durou 40 anos. (1Cr 29:1; 2Cr 9:30) O relato não diz que Salomão abandonou completamente a adoração no templo e as ofertas de sacrifícios ali. Ele parece ter tentado praticar uma espécie de ecumenismo para agradar a suas esposas estrangeiras. Por isso, “Jeová ficou irado com Salomão, porque seu coração se tinha inclinado para longe de Jeová, o Deus de Israel, aquele que lhe aparecera duas vezes”. Jeová informou Salomão que, em conseqüência, Ele arrancaria dele parte do reino, mas não nos dias de Salomão, por respeito a Davi e por causa de Jerusalém. Mas o faria nos dias do filho de Salomão, deixando a este filho apenas uma tribo (além de Judá), tribo que mostrou ser Benjamim. — 1Rs 11:9-13.

 
Opositores de Salomão. Daquele tempo em diante, Jeová começou a suscitar opositores a Salomão, principalmente Jeroboão, da tribo de Efraim, que finalmente arrancou dez tribos de serem leais ao trono no tempo de Roboão, e que estabeleceu o reino setentrional que passou a ser chamado de Israel. Jeroboão, como jovem, por ser diligente, fora colocado por Salomão sobre todo o serviço compulsório da casa de José. Quem causava também dificuldades a Salomão eram Hadade, o edomita, e Rezom, inimigo de Davi que se tornou rei da Síria. — 1Rs 11:14-40; 12:12-15.
Desviar-se o Rei Salomão de Deus teve mau efeito sobre o governo de Salomão. Este se tornou opressivo, sem dúvida em virtude do desgaste econômico por causa do alto custo do seu governo, que deve ter aumentado excessivamente. Havia também descontentamento entre os recrutados para trabalhos forçados, e, sem dúvida, também entre os seus supervisores israelitas. Tendo Salomão deixado de seguir a Jeová de pleno coração, ele não mais recebia Dele a bênção e a prosperidade, ou a contínua sabedoria para governar em justiça e juízo, e para solucionar os problemas que surgiam. Conforme o próprio Salomão havia declarado: “Quando os justos se tornam muitos, o povo se alegra; mas quando um iníquo está dominando, o povo suspira.” — Pr 29:2.
Que esta situação surgiu é demonstrado pelo registro daquilo que aconteceu pouco depois da morte de Salomão, no governo de Roboão. Deus, por meio do profeta Aijá, mandou uma mensagem a Jeroboão, dizendo-lhe que Deus lhe daria dez tribos e que, se guardasse os Seus estatutos, Deus lhe edificaria uma casa duradoura, assim como fizera para Davi. Depois disso, Salomão procurou matar Jeroboão, que fugiu para o Egito, onde governava então um sucessor do pai da esposa egípcia de Salomão. Jeroboão permaneceu ali até a morte de Salomão. Então liderou o povo numa queixa a Roboão e finalmente numa rebelião. — 1Rs 11:26-40; 12:12-20.
Embora Salomão tivesse afastado seu coração de Jeová, ele ‘deitou-se com os seus antepassados e foi enterrado na Cidade de Davi, seu pai’. — 1Rs 11:43; 2Cr 9:31.

 
Jesus, Herdeiro Legítimo de Salomão. Mateus traça os descendentes de Salomão até José, pai adotivo de Jesus, demonstrando assim que Jesus tinha o direito legal ao trono de Davi através da linhagem régia. (Mt 1:7, 16) Lucas traça a linhagem de Jesus até Eli (aparentemente o pai de Maria) através de Natã, outro filho de Davi e Bate-Seba, e, portanto, irmão germano de Salomão. (Lu 3:23, 31) Ambas as linhagens convergem em Zorobabel e Sealtiel, e novamente se ramificam em duas linhagens. (Mt 1:13; Lu 3:27) Maria, mãe de Jesus, era descendente através de Natã, e José, seu pai adotivo, descendia através de Salomão, de modo que Jesus era descendente tanto natural como legal de Davi, com plenos direitos ao trono.

 
A Necessidade de Resguardar o Coração. Enquanto Salomão manteve um “coração obediente”, algo com que se preocupava no começo, ele teve o favor de Jeová e prosperou. Mas as conseqüências más para ele demonstram que o conhecimento, a grande capacidade, ou o poder, a riqueza e a fama, não são as coisas mais importantes, e que desviar-se de Jeová significa abandonar a sabedoria. O conselho do próprio Salomão mostrou ser veraz: “Mais do que qualquer outra coisa a ser guardada, resguarda teu coração, pois dele procedem as fontes da vida.” (1Rs 3:9; Pr 4:23) O caso dele ilustra quão traiçoeiro e desesperado é o coração do homem pecaminoso, mas, além disso, mostra que o melhor dos corações pode ser engodado, se não mantiver constante vigilância. Amar o que Jeová ama e odiar o que ele odeia, procurando constantemente a sua orientação e fazer o que lhe agrada, é uma proteção segura. — Je 17:9; Pr 8:13; He 1:9; Jo 8:29.
Profecias Messiânicas. Há muitas similaridades entre o reinado de Salomão e o do grande Rei Jesus Cristo, conforme profetizado nas Escrituras. Em muitos sentidos, o governo de Salomão, enquanto ele era obediente a Jeová, é um modelo em pequena escala do Reino messiânico. Jesus Cristo, “algo maior do que Salomão”, veio como homem de paz, e mostra ter executado uma obra de edificação espiritual especialmente relacionada com a restauração da adoração verdadeira entre os seus seguidores ungidos no grande templo espiritual de Jeová. (Mt 12:42; 2Co 6:16; Jo 14:27; 16:33; Ro 14:17; Tg 3:18) Salomão era da linhagem de Davi, assim como Jesus era. O nome de Salomão (derivado duma raiz que significa “paz”) ajusta-se ao glorificado Jesus Cristo como o “Príncipe da Paz”. (Is 9:6) Seu nome Jedidias (que significa “Amado de Jah”) harmoniza-se com a declaração do próprio Deus a respeito do seu Filho, na ocasião do batismo de Jesus: “Este é meu Filho, o amado, a quem tenho aprovado.” — Mt 3:17.
O Salmo 72 é uma expressão de oração a favor do governo de Salomão: “Que os montes levem a paz ao povo . . . Nos seus dias florescerá o justo e a abundância de paz até que não haja mais lua. E terá súditos de mar a mar [evidentemente o Mediterrâneo e o mar Vermelho (Êx 23:31)] e desde o Rio [Eufrates] até os confins da terra.” — Sal 72:3-8.
Sobre o Salmo 72:7 (“até que não haja mais lua”), o Commentary (Comentário) de Cook diz: “Este trecho é importante, mostrando que a idéia de um Rei cujo reinado duraria até os fins dos tempos se achava presente de forma nítida na mente do Salmista. Determina o caráter messiânico de toda a composição.” E sobre o versículo 8  ele observa: “O reino seria universal, estendendo-se aos confins da terra. A extensão do domínio israelita sob Davi e Salomão era suficiente para sugerir a esperança, e poderia ser considerado pelo Salmista como um penhor de sua realização, mas, tomada em conjunto com os versículos precedentes, esta declaração é estritamente messiânica.”
O profeta Miquéias, numa profecia quase que universalmente aceita como messiânica, aproveitou as circunstâncias descritas como existentes no reinado de Salomão, no sentido de que “Judá e Israel continuaram a morar em segurança, cada um debaixo da sua própria videira e debaixo da sua própria figueira, . . . todos os dias de Salomão.” (1Rs 4:25; Miq 4:4) A profecia de Zacarias (Za 9:9, 10) cita o Salmo 72:8, e Mateus aplica a profecia de Zacarias a Jesus Cristo. — Mt 21:4, 5.


ESTUDO PERSPICAZ DAS ESCRITURAS vol. 3 pag. 503.